Tuesday, July 3, 2007

Ah... se não fossem elas...

Degas - on the stage


No século XXI, as mulheres
deixaram de vez o papel de
coadjuvantes para assumir
seu lugar na história
O que suas histórias têm a
dizer a respeito do amor de Deus?
Essas são as duas indagações que
orientam Ann Spangler e Jean
Syswerda na trilha em busca de reconstituir
a importância das mulheres
na história do povo de Deus.
Em Elas, os autores examinam a
vida de 52 mulheres da Bíblia, com
maior ou menor destaque, apresentando
a história da salvação sob
nova perspectiva.
Ao contrário do que se pode imaginar,
a obra não se limita à trajetória
de rainhas e heroínas. Abrange
seu leque de possibilidades ao resgatar
a história de prostitutas, profetisas,
mulheres ricas ou exploradas,
casadas, viúvas ou solteiras.
“Embora nossa cultura seja muito
diferente da dessas mulheres,
compartilhamos muitas de suas
preocupações emocionais. Sofremos
com a esterilidade, preocupamo-
nos com nossos filhos, ansiamos por um pouco
de afeto, esforçamo-nos para obter sabedoria e, algumas
vezes, duvidamos das verdadeiras intenções de
Deus a nosso respeito”, escreve Ann.
Uma das histórias mais conhecidas — e talvez sem
paralelos na Bíblia — da capacidade de superação da
mulher retrata a trajetória de Ester, que saiu de uma
condição de exilada e desconhecida para a posição de
rainha e mulher mais influente do reino da Pérsia. “Vítima
inconsciente de uma situação insuportável, ela se
ergueu e decidiu, pela graça de Deus, mudar as coisas”,
escreve Charles Swindoll em Ester — uma mulher
de sensibilidade e coragem. E continua: “Abandonando
o protocolo e ignorando todos os seus temores, esta
mulher tomou uma atitude que a maioria de suas semelhantes
jamais se arriscaria a tomar. Ao agir desse
modo, ela expôs e frustrou os planos de um homem
perverso, que, como Adolf Hitler, tinha a mente
saturada de violência. Essa mulher salvou, sozinha,
seu povo do extermínio. Chamo isso de poder”.
Shalom!
Regina Araujo

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